Terça-feira, 24 de Outubro de 2017
 

Em 2011 fazem 140 anos de efetivação de uma das lutas mais contundentes de trabalhadores que, “assaltando o céu” procuraram empreender materialmente a organização da sociedade, da humanidade, tendo como princípio a emancipação humana. Foi o exemplo da Comuna de Paris. Segundo Marx, “Graças à Comuna de Paris, a luta da classe operária contra a classe dos capitalistas e contra o Estado, que representa os interesses destes últimos, entrou numa nova fase” (Marx, Carta a Kugelmann, 17 de abril de 1871).

Passados 140 anos, os problemas de reprodução da sociedade burguesa se avolumaram sobremaneira, bem como as possibilidades e necessidade de sua superação. Segundo Eric Hobsbawm,

[....] Sabemos, ou pelo menos é razoável supor, que ele não pode prosseguir ad infinitum. O futuro não pode ser uma continuação do passado, e há sinais, tanto externamente quanto internamente, de que chegamos a um ponto de crise histórica. As forças geradas pela economia tecnocientífica são agora suficientemente grandes para destruir o meio ambiente, ou seja, as fundações materiais da vida humana. As próprias estruturas das sociedades humanas, incluindo mesmo algumas das fundações sociais da economia capitalista, estão na iminência de serem destruídas pela erosão do que herdamos do passado humano. Nosso mundo corre o risco de explosão e implosão. Tem de mudar (HOBSBAWM, 2004, p. 562) .


O Encontro dos 140 anos da Comuna de Paris, em 2011, na Universidade Federal do Maranhão representará uma oportunidade importantíssima para nossos docentes, estudantes e demais interessados em discutir o processo histórico, a situação atual e as perspectivas da luta organizada das classes trabalhadoras.
O Encontro dos 140 anos da Comuna de Paris será composto de conferências especiais com conferencistas especialmente convidados, apresentação de trabalhos e mini-cursos.

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HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991), 2 ed, 29 reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.